HISTÓRIA

HISTÓRIA FREGUESIA

 

Gilmonde - Santa Maria

    

   Freguesia de mediana extensão, Gilmonde vê o seu território alongar-se no sentido Norte-Sul, a partir do rio Cávado, que lhe serve de fronteira setentrional. Fica a curta distância, para Sudoeste, da Cidade de Barcelos, achando-se rodeada pelas congéneres Barcelinhos, a Norte o Rio Cávado, Carvalhal(a Nascente), Milhazes (a Sul), Fornelos E Vila Seca (a Ocidente). Numa área plana e funda da bacia orográfica do Cávado, os seus solos fecundos proporcionam boas explorações agrícolas, que se constituem ainda hoje como principal sustentáculo económico de uma população que ronda os 1500 habitantes. Aqui nasce e vai desaguar no Cávado, correndo de Sul para Norte, o pequeno ribeiro Sandim. Centra-se nesta freguesia de Gilmonde (embora se estenda também por algumas das freguesias vizinhas, cujos territórios ali convergem) a principal estação arqueológica deste vasto concelho – o Castelo de Faria. Documento já em 1128, tronar-se-á famoso a partir do célebre episódio do “ Alcaides de Faria”, ocorrido em 1373 e que teve por protagonista Nuno Gonçalves. “Gilmonde” será talvez derivado etimologicamente a partir do genitivo de um nome próprio germânico, surgindo sobre diversas grafias nos primeiros séculos da nacionalidade. Nas “Inquirições” de 1220 a freguesia aparece denominada “De Sancta Maria de Gesmundi”. A igreja foi do padroado real, sendo doada por D. João I ao Condestável Nuno Álvares Pereira em 1425 Trinta e nove anos

    

    Mais tarde, com a instituição da Colegiada de Barcelos, passaria à sua apresentação. Posteriormente ainda, entraria na alçada da poderosa Casa de Bragança, conservando-se aí o padroado até 1834.

    

     No lugar de Gandra terá existido ainda, por meados deste século e segundo T. da Fonseca, uma pequena mamoa, testemunho de um povoamento arcaico, inserido no âmbito do Megalitismo. Na vertente Noroeste da Serra da Franqueira destaca-se um imponente cabeço, o qual se eleva até à cota dos 298 metros, conhecido por C. de Faria. Classificada desde 1956 como “Monumento Nacional”, esta estação arqueológica tem vindo a revelar, desde a década de 20 deste século, diversas ocupações de diferentes âmbitos cronológicos (cf. “Um Sabor a I Média. P. Classificado”).

    

    Quanto ao C. de Faria propriamente dito, será com a 2ª dinastia que perderá o seu préstimo, devendo estar já muito arruinado no século XVI, quando grande parte da sua pedra foi aproveitada na edificação do Convento do Bom Jesus do Monte da Franqueira (B. de Almeida). A Igreja Paroquial será talvez uma construção de inícios do século XVIII, de modesta arquitectura. A torre sineira data de 1888. Na primeira metade deste século existiam por aqui quatro capelas. Baseado na leitura de um “Livro de Visitações”, T. da Fonseca referia que a capela de N. Sra. Da Ajuda ou das Almas, sita no lugar da Mota, havia sido edificada em 1731. Também da primeira metade de setecentos ou anteriores, eram arroladas por aquele autor as capelas de N. Sra da Salvação, em Rebordões e N. Sra da Ajuda esta particular e anexa à casada Fervença. No lugar da Mota está o Cruzeiro Paroquial, datado de 1746. Em frente à porta principal da Igreja observa-se o Senhor do Perdão. S. Matos inventariou aqui nada menos de seis nichos de “Alminhas”: do Meão (1806-1963) de Rebordões (1789), do Bouças (1795), do Outão, do Picas e do Monte.

 

 

Casas Solarengas
    Casas de Frevença, do Cruzeiro, da Eira, do Outeiro, de Carcavelos e da Mota.

 

 

Gilmonde

Localizada ligeiramente a sul do rio Cávado, Gilmonde tem acesso pela EN 205. Quanto à origem da designação, esta deriva do genitivo de um nome próprio gótico, escrevendo-se antigamente "Gilmondi". Nas

Inquirições de 1220 surge com "De Sancta Maria de Gesmundi", nas Terras de Faria.

 

 

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